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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Primeiro Amor

 

Não sei o que dizer ao mundo inteiro,
Agora que me encontro aqui deitada,
Que fui, pelo amor, abandonada,
Aquele amor que arde. Foi meu primeiro.
Belo e casto, surge como a pomba,
Branca, anunciando voz da esperança,
De súbito, cai morta, no chão tomba,
Não sendo mais que no vento ar, lembrança.

Meus lábios estão sedentos dos dele,
Meu corpo escalda, anseia a vibração
Do abraço, do calor, do beijo, aquele,
Que surge como seta ou aguilhão.
E vagamente vou olhando e... nada,
Antes ouvia o canto dos seus passos,
Aparição de anjo, duende, ou fada,
Fundindo, com os meus, seus fortes braços.

Vivendo agora de olhares mortos, vagos
Meus olhos são dois lagos secos sem
Cisnes, deslizando como afagos,
Das amorosas mãos que o Diabo tem.
A vida presta? Prestará um dia,
Talvez no amanhã, erguer-me-ei
Mas hoje, arrasto-me pra luz sombria,
Dos sonhos que no passado sonhei.

Falam-me das árvores, das sebes,
Das flores, mares, montes e montanhas,
Mas como, amor, não sentes nem percebes,
Que tudo isto o teu amor tem. Que venhas
Ser musgo verde vivo onde me quero
Ver deitada e só, ter-te a meu lado,
Fingindo ser Diana, na força e esmero,
Nas minhas manhas ter-te aprisionado.

Ah sombra do que fui, e agora sou,
Sol adorado, mirro como a flor
Teu rosto vejo em trevas que levou,
A minha alma atrelada em tanta dor.
Responde, tu que vagamente me olhas
Por nuvens, pela célica morada
Porque entre variadíssimas escolhas
Fui, entre tantas, a mais acertada?

Descobre-me, ó infortúnio, ó agonia,
Pesam-me as pálpebras roxas, cansadas
Dos sonos mal dormidos nestes dias,
Escuros como noites mal fadadas.
Crava-me no peito afiadas garras,
Na tua lista, escreve o nome em sangue,
À barca do Inferno, solta as amarras,
Vem buscar a minha alma fraca, exangue.

António

 

 

 

 

 

Quero agradecer este prémio à minha amiga Virginiana e ao mesmo tempo pedir desculpa pela demora. Obrigada querida amiga. Espero que todos os meus amigos que me visitam regularmente o levem tb.

 Beijinhos e um sorriso.

Maria

 

 

 

sinto-me:

publicado por Maria às 20:57

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Duas faces

Pertencer-te? Nem a mim me pertenço.
Não sei quem sou nem sei se irei saber,
Quero ser ilha a ver se este mar venço...
Impeço-me de amar, de alguém escolher.
Tu pedes-me o infinito. Sou só estrela,
Dama de honor da Lua que é a mais bela.

A ninguém não pertenço. Alguém virá,
Encher-me o leito de formosas flores,
Desinteressadamente... Quem será,
O princípe encantado de mil cores?
Fixam-se de noite os olhos tristes,
E ao que te peço, à verdade, resistes.

O que é o Amor? Sei lá o que é o Amor.
Sei só que a minha boca não profere,
Palavra apetrechada dessa dor,
Cravada a quem não escolhe e alguém prefere.
Sabes? Não devias tanto ouvir-me,
Antes do amor eu quero descobrir-me.

Os beijos dados doces são. Porém,
Porque não cravas na mente as imagens.
Mesmo divagações de louco, há quem,
Nem uma tem, quieto nas ramagens.
Abraços são delícias, são prazeres,
E nada tens mais para me ofereceres.

Ó vida feita de tantos enganos:
Que amor é esse que tanto nos crava,
A garra adunca de mil desenganos
Amando mais quem sempre me enganava?
Que Amor se chama este que renuncia,
A pura liberdade, a poesia?

Como posso eu, perdida, exausta e louca,
Receber teu condão cativo em mim,
Se provo o fel da minha própria boca,
Que NÃO me deixa, anjo, dizer-te SIM?
Mas rasga este me peito de ansiedade
Devolve-me num beijo a liberdade!

António


publicado por Maria às 22:50

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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

nomeada para as sete maravilhas dos blogs

Fui nomeada pelo meu querido amigo Sonho para as sete maravilhas dos blogs

 

 

Regulamento
 
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês. 
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
 
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
 
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
 
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
 
No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
 
Apelo à divulgação desta iniciativa junto a todos os bloggers interessados em reconhecer publicamente o esforço, a dedicação e o talento para a arte de blogar de alguns dos seus congéneres.
http://osonhocomandaavida.blogs.sapo.pt/

publicado por Maria às 00:00

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Obrigado meu querido amigo Sonho por este doce mimo de amor.


publicado por Maria às 00:45

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Sábado, 10 de Março de 2007

Ode a Wicca


Densa floresta, guardiã de luzes,

De luares transparentes, azulados

Matizada pelas lúridas cores,

Fogueiras honrando antigos deuses

Ferem-me no peito.

 

Ocultos, p'las ramagens inquietas,

Efervescendo, qual ordem dos ventos

Soprando, do abismo e do ignoto

Nos cânticos ancestrais se misturam,

Os ecos se propagam.

 

Livres corpos nus iluminados,

Beijos cândidos desferindo a Lua

Do Céu, testemunhado honras lunares

Vestindo prateado níveo manto

Colhendo estrelas.

 

Murmúrios solenes iniciam,

Antigos rituais e as pedras escutam

Transpirações nocturnas no calor,

Dos cânticos, louvores à Natureza,

A vida celebrando.

 

Círculos de braços apontando,

Aos deuses atentos a quem ora

E fere a carne lançando na terra,

O sangue, florescendo à volta, o viço

Milagre verdadeiro.

 

Acesas tochas bruxuleiam, quando

Subitamente, quebrado silêncio,

Pelo primeiro grito, posse de outra

Alma sem somente ser a sua

Do sono despertando.

 

Frenética dança, laboriosos transes,

Aspergindo odores quentes co' a frescura 

Fundindo-se no odor celeste e puro,

Quando deuses caminham na terra

No olvido do Homem.

 

Oferendas, de sinceros cansaços

Honrando a celebração da vida,

Tão antiga quanto o nascimento

Ligando pontes entre o Céu e a Terra,

Torres de Gigantes.

 

E esparsos, caminhando lentamente,

Ao lar caminham leves como folhas

Guardando harmoniosa voz poemas,

Compostos pela Eterna Natureza

Assim cantam os Deuses...

 

António

 

sinto-me: assim estranha
música: This love

publicado por Maria às 13:11

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